*
Esta matéria me chocou. Eu cidadão do mundo, acostumado com as andanças pela vida, convivo com a injustiça desde quando me entendo por gente. A frase é antiga, ouvi de minha avó. Como esta excomungada continua no meu cotidiano, eu continuo tendo uma convivência nada pacífica com ela. Reclamo muito, Reclamo mais ainda da minha impotência diante da poderosa, que assim como os modelos econômicos, sociais e demais elementos que compõe o mundo e a vida. Convivo também, com outro instrumento covarde de manipulação para manutenção do poder pelos que se propõem a qualquer preço, continuar ditando modelos que devemos viver. A escravidão. A nova versão de escravidão. Virou, mexeu, balançou, mudou e os 360 graus, fizeram a incrível façanha de retornar aos moldes de milhares de anos atrás e de cara nova. Os escravos atuais estão mais bem vestidos e também mais burros depois da TV. A notícia é do New York Times. Os números são impressionantes. A conseqüência é vergonhosa e o pior, nós não fazemos nada ou quase nada. Assistimos e choramos.

Trailers de Al Waffa, o Parque dos Agradecidos, um dos poucos programas de ajuda disponíveis para as cerca de 740 mil viúvas iraquianas (Foto: Johan Spanner/The New York Times)
Foto: Johan Spanner/The New York Times
Suas irmãs gêmeas foram mortas tentando fugir de Fallujah em 2004. Depois, seu marido foi morto por um carro-bomba em Bagdá logo depois de ela saber de sua gravidez. Quando suas próprias filhas gêmeas tinham cinco meses de idade, uma delas foi morta por um explosivo colocado num mercado em Bagdá. Agora, Nacham Jaleel Kadim, 23 anos, mora com sua filha que restou num espaço para trailers dedicado a viúvas da guerra e suas famílias, numas das partes mais pobres da capital do Iraque. Isso faz dela uma pessoa de sorte. O local, chamado de Al Waffa, ou "Parque dos Agradecidos", está entre os poucos programas de ajuda disponíveis para as cerca de 740 mil viúvas iraquianas. Ele abriga 750 pessoas.
Nenhum comentário:
Postar um comentário