7 de março de 2012

Violência nossa grande companheira





Todos os estudos a respeito da violência trás a triste noticia que ela não tem endereço, hora ou motivo definido. Quando Alba Zaluar diz: "ela está em toda parte, ela não tem nem atores sociais permanentes reconhecíveis nem ‘causas’ facilmente delimitáveis e inteligíveis". Ela mostra claramente a complexidade do tema. Os caminhos que buscamos para combater essa nossa companheira, passa pela educação, trabalho, extinção da miséria entre outras causas prováveis que entendemos ser básicas. Mas isso não quer dizer que conseguimos frear o avanço dela através dos tempos. 


Não importa se é grande centro ou interior. O que assistimos é a evolução trágica de uma coisa, se assim que podemos definir, que nos envergonha e nos trás medos. Muito medo. Se pensar na violência em todos os sentidos veremos que não só a violência física é cruel. Há outras formas de violência que assusta.  O poema de Eduardo Alves  "No caminho com Maiakovisk" demonstra a capacidade assustadora da violência em gerar medo e insegurança a qualquer ser humano. O fragmento do poema que retrata o sentimento assustador da violência.


"Na primeira noite eles se aproximam 
roubam uma flor do nosso jardim. 
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem:
pisam as flores, matam nosso cão, 
e não dizemos nada.
Até que um dia, 
o mais frágil deles entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a luz, e, conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta. 
E já não podemos dizer nada".



O relatório do Instituto Sangari onde é feito o Mapa da Violência no Brasil e tem como autor o sociólogo Julio Waiselfiz nos deixa mais assustados do que tranquilos. O estudos são feitos para nos dar os caminhos que levaram a solução dos problemas, mas quando se trata de violência, todos os estudos levam a caminhos que mas parecem labirintos onde o fim e o começo é uma coisa só e assim não evoluímos. 

No link tenha acesso ao estudo e fique mais atento do que assustado.

1 de março de 2012

Com quantos paus se faz uma canoa?



A expressão é antiga, me lembro que toda vez que fazia alguma coisa errada vinha a frase de maneira objetiva, com uma voz dura e algumas vezes bem zangada: “ Você sabe com quantos paus se faz uma canoa?”. O bicho pegava! Pobre de mim, castigo severo e as vezes umas palmadas. Não morri por isso e nem meus pais deixaram de me amar. Outros tempos, hoje correriam o risco de serem processados.

Hoje precisamos mostrar para muitos e não perguntar: “Com quantos paus se faz uma canoa”.
O noticiário dos jornais e tvs tem nos mostrados quantos precisam aprender.
Chega de reclamar, vamos agir. Precisamos de atitude e não de conversa e reclamação.

As eleições municipais estão chegando e é uma boa hora para “ensinamentos canoísticos”. Assim diria Odorico Paraguaçu. Lendário e divertido personagem vivido por Paulo Gracindo na novela O Bem Amado. Dias Gomes escreveu a peça que estreou em 1962 e nos anos 70 foi um sucesso na TV.
Abaixo um trecho da novela para recordar e para os que não tiveram oportunidade. Assistir e entender que aqui não é Sucupira. Espero que o cemitério proposto pelo candidato sirva para enterrar velhas práticas "corruptivantes e roubísticas".

As eleições estão chegando.

14 de fevereiro de 2012

O burro, o ladrão e o contribuinte.








O cara vem descendo a rua com olhar focado para o nada, pensamentos nos acontecimentos do Big Brother,  acredita como se acredita na verdade absoluta dos imbecis: Que a violência só existe porque pobre é preguiçoso. "Igual a índio". Não trabalha e não estuda porque não quer. Aí vai roubar.
A cultura da página policial e as quatro operações feitas na máquina de calcular o transformam em um matemático e filósofo. A vida dos outros é muito importante, um assunto fundamental para sua existência. Se tiver baixaria é a sensação do dia, da semana ou do ano.  Os dias amanhecem e esse mesmo dia anoitece e assim a  vida vai passando. O infeliz continua ali, na mesma esquina da rua, com cerveja gelada e se dizendo capaz e inteligente, mas com poucas chanches. Esquece o sacrifício da mãe de cria-lo com amor, carinho e paciência. A insistência dela em leva-lo para o colégio sempre gerava um estresse, porque ele não queria ir. O Pobre Diabo quando ia, ia era gazetar. Ele é mais malandro do que aqueles otários que ficam lendo e estudando. Os Zé Manés que só jogam bola de vez em quando. A praia, os bundões só vão no fim de semana e as vezes nem aparecem. Ficaram estudando. São uns nerds. Um bando de otários. O tempo passou e hoje diz na mesma esquina com a mesma cerveja gelada: "Ô cara tem muita grana". "Ganha fácil". "Ah! Se eu tivesse a chance que ele teve. Eu tava bem!" Os nerds e os otários tiveram chances que ele não teve. Olha só! Que pena. Só resta a esse "Ser" morrer pastando.
Mais ele sabe armar, um desvio de material aqui, outro ali, ele vai reforçando o parco salário que ganha.


O mau caráter do chefe, enxerga a sua chance de arrumar um pato, para segurar a "pemba" que ele vem planejando. Mas faltava o sujeito com disposição para empreender a manobra. O cara tem de ter uma capacidade de entender e pensar limitada. Tem de achar que dinheiro é a coisa mais importante da vida.
Assim o orelhudo abre a conta, recebe a propina passa 80% pro chefe. Pega com chefe o material desviado, entrega para o receptador. Recebe 20% e repassa 80% pro chefe. Monta a ONG, o chefe manobra e ele recebe uma verba para treinar 5 mil trabalhadores. Inventa um monte deles, repete nome e não treina nem 20. Passa 80% da grana que sobrou pro chefe. Os 20% restantes... "É grana alta". Já tá de carrão, casão, cartão de crédito, dinheiro na conta. Muita grana. O Burro tá feliz com o Ladrão no comando.
A polícia chega e a casa caí. É pego no flagrante do desvio. Começa a aparecer as outras peripécias do orelhudo. O chefe, pede para não ligar e não falar que ele vai resolver. Manda o advogado e a conta. Já se foi o carrão, o casão e toda grana. Sobrou a humilhação e a vergonha além de uns dias na cadeia e a foto na página policial da mídia nacional. Ficou famoso.

É bom entender que cadeia na Pátria Amada só para ladrão de galinha. Para chefe e pau mandado de chefe, só um sapeca e um novo cargo com menos exposição. O chefe tira uma licença prêmio e vai para Europa, volta nas eleições. Vai ser empresário, diretor, presidente de alguma coisa, vereador, prefeito, deputado, senador, governador, ministro, embaixador não importa o que o desgraçado vai ser. Ele vai..... fu..... o Brasil e o contribuinte que assiste diariamente esse filme reprisado. Não faz nada. No máximo reclama na mesa do bar. O que é melhor ser? Burro, ladrão ou contribuinte?  Merecemos mais do que essas 3 opções.

23 de janeiro de 2012

A jornada continua... Um tur de quase 3.000 km


O dia não estava de sol a pino, tempo nublado. Melhor, o calor não era infernal.



Dia 13 de janeiro começa a viagem com destino a Brasília. A estrada já é uma velha conhecida. A subida da Serra de Petrópolis, com muitas curvas e um trânsito intenso de caminhões.  Até Juiz de Fora a estrada é ótima. Tem um pedágio caro porém compensado pela segurança  que a estrada oferece.  Chegando ao trevo que leva para Ouro Preto uma carreta atravessa  a estrada e interdita a pista. Andei mais de 5 km com trânsito parado. Perguntei a um motorista que estava com cara de impaciente há quanto tempo estava lá. Ele me disse que
tinha mais de 4 horas. Salve a moto, sai pelo  canto da estrada e segui o meu caminho. A noite já vinha caindo, o horário de verão engana.  O dia está claro mais as horas são adiantadas.
Entrando em Belo Horizonte. Dei uma parada e um pequeno passeio  e segui a viagem.  Para não seguir a noite parei em Paraopeba . Cento e poucos quilômetros de BH.  No outro dia peguei a estrada cedo, mas antes tomei um bom e saboroso café da manhã. Todo esse tempo foi sem chuva mas com ameaças.




No fim do dia 14 já chegando a Brasília, estava perto de Valparaíso de Goiás, a chuva começou a castigar. Lembrei da bronca que dei na minha filha por ela ter jogado fora a minha roupa impermeável por estar descosturada.  Mas é filho. Fazer o quê? Já tinha jogado fora mesmo. Lembrei de Vinicius: “Filhos...  Filhos? Melhor não tê-los! Mas se não os temos Como sabê-lo?”  
Sorri e confesso que adoro tê-los.
Foi uma semana em Brasília onde coloquei a vida candanga quase toda em ordem. Revi todos que amo, ri muito, visitei quem  há muito não via. Só noticia boa. Uma estada maravilhosa. Mas o meu tempo já tinha dado e precisava voltar para dura realidade carioca.
Andrea foi para Sâo Paulo levar a filha no  Hopi Hari. Estava com uma saudade danada da moça. Resolvi voltar para o Rio via São Paulo. Matar a saudade que me apertava o coração. O plano  da viagem era pegar em Cristalina o caminho de Uberlândia e de lá a Via Anhanguera  em São Paulo, passando por Ribeirâo Preto e lá na frente pegava a Bandeirantes até São Paulo. Ficaríamos no centro no Hotel Mercury na Rua Padre João Manoel, perto da Avenida Paulista. 
Pé na estrada. Sai de Brasília no dia 20 de janeiro  bem cedinho pra chegar  com dia claro em São Paulo. Como em toda viagem de moto, as paradas são freqüentes, entre cento e cinqüenta  e duzentos quilômetros.  Você para, relaxa e estica. Daí toca o pé na estrada de novo. Dei uma parada em Cristalina para comprar uma lembrança para Andrea. Achei uma ametista linda. Depois parei novamente em Catalão. A cidade cresceu muito desde a última vez que estive lá. Perguntei como andava Três Ranchos. Disseram-me  que o nível da água da barragem ainda não está no ponto ideal.


Três Ranchos é uma cidade que fica a margem de um grande lago formado

pela barragem que represa o rio Paranaíba, o lago formado recebeu o

nome de Lago Azul.  Muito lindo o local e o lago é enorme. 
O turismo náutico é intenso na região.

Seguimos a viagem. Eu e a minha moto. Deixamos Goiás para trás e  entramos em Minas. Passamos por Araguari, Uberlândia e Uberaba. Depois de  “ Beraba”, mais trinta e poucos quilômetros  a frente pegamos a Via Anhanguera. Salve! São Paulo! Onde tudo funciona. São 11 pedágios até a capital. Só que motocicleta não paga pedágio. A estrada é ótima, bem sinalizada, o asfalto liso. Tudo de bom.  A viagem estava tranqüila sem surpresas.  Oitenta quilômetros  antes de Ribeirão Preto sinto um balançado diferente, que vai ficando  mais intenso. Estou me equilibrando em cima da moto. Evito o freio. Desacelero e mantenho a embreagem acionada e venho dando leves toques no freio dianteiro até a moto parar. O pneu traseiro da moto está furado. No meio da estrada, sem nenhum posto de gasolina ou cidade próxima. Tiro a moto  do meio da estrada a duras penas. Começa a sorte virar para o meu lado. Diante das circunstâncias, achar uma equipe de manutenção da estrada naquele local é um achado, uma sorte. O rapaz me passa o 0800 da empresa responsável pela administração da estrada. Em pouco tempo me aparece um guincho e propõe a levar-me até um posto de gasolina a quarenta quilômetros dali. Por mim tudo bem. Aquela  altura dos acontecimentos, diria Big Jonh, tudo era festa. Fui conversando, eu e o motorista do guincho. Ele me diz ser aficionado por moto, mas o seu estilo são as esportivas. O negócio dele é velocidade. Pelas histórias que me contou achei que o garoto é um forte candidato a defunto. Falei isso para ele. Não sei se falou para me impressionar ou se era isso mesmo que ele pensava. Se for o que pensava. Coitado da família dele. Vai perdê-lo rapidamente.
Antes de chegar ao posto achamos uma borracharia, pedi para parar e fui ver se tinha borracheiro. Fui recepcionado por um simpático vira-lata latindo forte e intensamente. Atrás dele vinha um sonolento borracheiro. Depois entendi a preguiça do rapaz. Estava esperando o cunhado que saiu às onze horas da manhã para buscar o almoço e já eram mais de uma hora e o cara não tinha voltado. O borracheiro que tinha um forte sotaque mineiro e reclamava muito do cunhado.
Um pneu traseiro de uma Shadow  é trabalhoso para tirar. Ainda mais para um cara que nunca tinha feito esse serviço antes. Depois de 4 horas ele aprendeu a tirar o pneu e a colocar no lugar. Com a minha
ajuda.  O rapaz era teimoso. Segui minha viagem. Lembrando das reclamações do “mineirinho”. Coitado do cunhado, corria o risco de tomar umas “pebas” quando voltasse. Sem o almoço dele era perigoso o cunhado até morrer. bem, até a hora de eu ir embora o cunhado não tinha chegado. O “mineirinho”  tava “ brabo”.
Faltando  uns quinze quilômetros para pegar a Bandeirantes a chuva caiu e caiu com vontade. Novamente lembrei da minha filha. Cheguei a pensar em dar uns puxões de orelhas nela. Mas passou rápido à vontade.
Quando a vi no Rio dei foi um monte de beijos e abraços.  Cheguei  no hotel em São Paulo e já eram quase dez horas da noite. Andrea estava nervosa porque eu não atendia ao telefone. Tomei uma bronca, mas ganhei mais beijos e carinhos do que bronca. Nada com um bom banho quente, um jantar italiano na Cantina do Piero e uma cama confortável para repor as energias depois de mil e duzentos quilômetros de estrada.
No dia seguinte saímos para tomar um café da manhã especial que tem ali na Hadock Lobo, a padaria é um luxo tem todos os quitutes que você imagina, sonha e deseja. A fila era muito grande e optamos por outro menos glamoroso mas com tantos quitutes. Este na Avenida Paulista.


No caminho nos deparamos com uma passeata em Defesa dos Animais. Fiz uns cálculos. Tinha uns três quilômetros de gente enfileirada a rua tem aproximadamente nove metros. Isso daria vinte e sete mil metros
quadrados.  Se levar em conta, um pelo outro uma pessoa ocupando um metro quadrado. Tinham vinte e sete mil pessoas clamando pelos animais. Justo. Muito justo. Mais justo seria se estivessem clamando contra a corrupção que assola o país, pela mudança do modelo de eleição que estimula a roubalheira. O voto distrital é a melhor maneira e a mais democrática para controlar as ações dos nossos políticos. Os parlamentares são contra. Sem a bagunça e falta de controle é mais fácil desviar recursos e mesmo sendo pegos. Só dá mídia. Cadeia mesmo só para ladrão de galinhas. Mas enquanto essa disposição não vem, vamos às ruas pelos animais.

Domingo mesmo, antes do almoço sigo meu caminho para o Rio de Janeiro. Estou a quatrocentos e cinqüenta quilômetros do Rio.
 Monto a bagagem no bagageiro da moto, com poucos quilômetros sinto a moto muito inclinada para trás.  Fico pensando que talvez tenha colocado muita carga no bagageiro, a vinda de Brasília tinha menos tralhas,  isso está levantando a roda dianteira. Isso é perigoso, tira o equilíbrio e a capacidade de frenagem. O freio dianteiro é o que faz a moto parar. Se o pneu não estiver aderindo direito pode travar a roda e a moto não vai parar como deve. Resolvi mudar a arrumação, tirei o “case” que estava no bagageiro e coloquei no banco traseiro e as mochilas que eram leves foram para o bagageiro. Pronto. Era outra moto. Sentia agora  ela no chão.  Segui viagem, lá pelas duas da tarde parei num Frango Assado para um almoço leve, a base de saladas. Os pedágios na Dutra motocicleta paga. Começam por R$ 1,10 e chegam a R$ 4,90. Chegando ao Rio vi duas meninas num Gol. Pela cara delas pareciam nervosas. Parei para saber se estavam precisando de alguma coisa. Estavam. O carro tinha fervido. Levei o carro até uma Polícia Rodoviária Federal para que ficassem em segurança e ali elas acionaram o seguro. O defeito era simples, mas podia complicar. Principalmente nas mãos inexperientes de duas meninas que não tinham muito talento para mecânica.
E assim cheguei ao Rio no fim da tarde de domingo. Com dia claro e uma saudade carioca de ver o Cristo, o Pão de Açúcar e o mar. Salve o Rio de Janeiro! Até a próxima viagem.




Mal cheguei recebi um telefonema da Bahia, estão me chamando para um trabalho em Salvador. 
Vai que dá certo. Olha a gente aí na estrada indo para Salvador. Com fé e acarajé vamos para Bahia.

26 de dezembro de 2011

5 de dezembro de 2011

Perdão ao Dodói


O que leva uma pessoa a entrar no e-mail de outra, criar um perfil falso e escrever um texto como se fosse a pessoa. Com um vocabulário pobre e expressões usadas em filmes dublados nos anos 60. Faltou apenas a frase  tradicional do Batman: Macacos me mordam, Robin! Essa pessoa tem algum problema de sanidade. Acredite.
Esse ser, deve ter problemas sérios de relacionamentos familiares. Frustrações que não conseguiu superar, solidão,  tristezas que não aceita e não consegue trabalhar e outros acontecimentos que surgiram no decorrer de sua vida e a transformaram nessa criatura amarga.. 
Deve achar também que tem a inteligência acima dos mortais e acaba deixando exposta a sua burrice.
Essas são as características de um  Zumbi Contemporâneo.
Hoje fui vítima de um Zumbi.
A primeira reação é de inconformismo, mas a razão venceu e tomei a atitude que achei mais correta. Fui à delegacia e registrei uma ocorrência. Foi dada a partida para identificação do Zumbi. Está registrada na 5ª. Delegacia de Polícia sob o número 005-12307/2011.
Tem suspeito. Tem. Não posso dizer o nome, mas já se sabe o ip do computador que saiu a mensagem. É o primeiro passo. Agora o caso é com a polícia. Ela irá resolver.

Como acredito que o Zumbi irá ler esse texto. Peço aos meus amigos religiosos, por favor, rezem e orem por essa alma penada, aos mais céticos que o perdoe.
 Eu digo a esse Zumbi Contemporâneo do fundo do coração que está perdoado. O Zumbi é dodói. A gente sempre perdoa o dodói.

Abaixo vai o texto que o Zumbi postou como se fosse eu que tivesse escrito.

De: Jorge Paes Leme via LinkedIn
Para: João Paulo fonseca
Cc: Anderson Aragão ; Linne Bandeira ; Cecilia Beatriz ; Rosa Bernardes ; Elô Bittencourt ; Laís Braz ; Graciete Brito ; Zampieri Bruno ; Maria Teresa Bucci
Enviadas: Segunda-feira, 5 de Dezembro de 2011 10:40
Assunto: Comercial

LinkedIn

Jorge Paes Leme enviou uma mensagem para você.
Data: 05/12/2011
Assunto: Comercial
Meus Amigos,

Precisei incomodar vcs para fazer um alerta e pedir que adotem a seguinte postura diante de algumas acusações que vcs vão ouvir falar a meu respeito.
Estou sendo acusado por uma mulher que eu morei durante um curto período aí de ter roubado ela. A estratégia que eu adotei foi deixar ela falando sozinha.
Já tomei a grana mesmo, e agora não preciso mais ficar aturando conversinha fiada. Já cortou os cartões de crédito, já parou de me dar mesadinha, agora já era.
Não roubei, ela pagou minhas dívidas porque quis, e os R$ 80.000,00 que eu peguei por último, foi porque ela deu mole mesmo.
Fez um negócio e colocou para receber pela minha empresa, deixei os cheques assinados para ela pagar os fornecedores e depois eu pensei melhor e resolvi sustar tudo e ficar com a grana.
Ela já tinha me colocado pra fora mermo, meu irmão, e mesmo se eu voltasse, porque ela me chamou de volta e eu não voltei, eu sabia que a moleza ia acabar. Ela já tinha entendido que eu só queria a grana dela, todo mundo alertou e se arriscou porque quis. Então tomei na mão grande!!!!!!!!!!!!!!
Agora ela voltou a encher o meu saco. Quer que eu pague pelo menos o enterro do meu irmão Ricardo, disse que é uma questão de honra. Ela pagou R$5.000,00 no enterro, isso nem é dinheiro pra ela.
E ora bolas, o cara já esfriou..quem tá com as bolas quentes aqui sou eu. O dindin que eu tomei acabou, as dívidas que ela pagou voltaram. Gastei tudo fazendo um bonito com a mulherzinha que eu arrumei aqui, para descolar um amorzinho, uma caminha quente e uma certa mordomia...sabe como é, né? A moça é gente boa, to na paz e bem feliz, mas a bichinha rala muito e não sobra nada, e eu não posso ficar aqui dando esse mole, porque se ela resolve ouvir a maluca e me colocar pra fora também, as coisas vão ficar bem mais complicadas pro meu lado. To até procurando emprego, pra dar uma impressionada, mas se tiver outra doidinha por aí necessitada, e com a conta bem gorda, a gente dá um jeito...hehehehehehehehe.
Preciso com urgência é arrumar algum, pra finalizar uns projetos bons de uns filminhos que eu to trabalhando por aqui e comprar meu barquinho.
Uns duzentinhos eu resolvia a vida. Se souberem de alguma coisa to na área.
Então pra encerrar este assunto, um abração aqui do campeão e um feliz 2112 pra vocês.

J.

11 de agosto de 2011

Apologia Gay



O que fazer diante do avanço a apologia gay?
Absolutamente nada. Tentar entender é a única coisa que podemos fazer.
Longe de ser preconceituoso, o gay existe desde quando o mundo é mundo.
Eu particularmente convivo muito bem com eles, desde “quaquá”(escandalosos) aos discretos e enrustidos.
A apologia ao homossexualismo é o que me intriga e me fez procurar buscar algumas respostas. O que achei foi que o mundo gay interessa ao mercado. Talvez por isso a apologia gay venha sendo massificada.
Uma família tradicional do mundo atual é formada por quatro pessoas (média), a conta do consumo é divido por quatro. Uma conta de luz, gás, água entre outras são divididas por quatro. Um carro atende a família. As compras do mês para quatro pessoas tem um valor menor do que se fosse comprada por quatro pessoas individualmente.. Uma televisão, uma geladeira, um microondas, um liquidificador e por aí vai.
Vamos individualizar esses bens consumidos em uma família de quatro pessoas e por preço. Para montar uma casa simples, se gastaria 10 mil reais. Para atender quatro pessoas. Individualizando se gastaria 40 mil reais, multiplicando isso por um volume maior de pessoas os valores chegariam perto da estratosfera.
Esses valores de consumo interessam ao mercado e ao corporativo comercial.
Sendo assim, que o mundo vire gay e vamos ganhar dinheiro.
É simplório e lógico o pensamento, porém real.
Entender é o primeiro passo para aceitar sem preconceitos.


26 de julho de 2011

Anders.....





Meu caro,



A sua proposta de Independência Européia é um grande equivoco.


Tenho de reconhecer que o Brasil ainda sofre com a corrupção e com a improdutividade, porém a sua causa não é miscigenação cultural que existe no país.


A causa principal é a falta de educação e conhecimento do povo brasileiro. Mas estamos superando essas dificuldades. É bem verdade que com muita dificuldade e os passos ainda estão lentos para quem quer e precisa de resultados mais imediatos. Mas estamos superando.


No quesito corrupção, nossa legislação está sendo cumprida, isso quando não há corrupção no percurso para atrasar o processo. Mesmo assim já foram depostos presidente, senador, deputados, ministros, juízes, procuradores entre outras autoridades que a bem pouco tempo atrás eram tidas com “imexíveis”. Só para ratificar a nossa vontade de superar, lembro que do governo mais popular que o Brasil já teve, partes dos seus integrantes estão às voltas com a justiça acusados de corrupção.


No quesito educação e disseminação de conhecimento, os movimentos para consolidação da proposta vêm crescendo diariamente, para que 40% do PIB se destinem a educação, criação de escolas técnicas, o debate público sobre o destino da educação, o reconhecimento das autoridades da baixa qualidade do nosso ensino fundamental e médio. Esse reconhecimento é o primeiro passo para o inicio da mudança. Como um alcoólatra, primeiro reconhece e depois se trata. Estamos fazendo isso. Nunca no tempo de nossa ansiedade e desejo.


A sua colocação de que a diversidade e a miscigenação cultural são as causas da corrupção e da improdutividade é uma visão pequena para quem pretende liderar um movimento de independência, não importa de que ou de quem.


A mistura de cultura nos levou a ser mais condescendente, enxergar melhor o próximo, entender as diferenças, mesmo não aceitando os seus conceitos, ter mais paciência com o pensar alheio, respeitar o modo de pensar e agir do diferente. Isso nos tornou mais alegre, mais risonho e bem mais sociável. Tivestes vivido por um tempo aqui, entenderia melhor o que é ser gente.


Meu caro, no planeta só existe uma raça, é a raça humana e é colorida, têm quatro cores básicas, vermelho, branca, preta e amarela, as outras cores são nuances, retículas ou mesmo misturas das cores primárias. A física explica isso.


A ficção propõe que os seres humanos venham a nascer em laboratórios e manipulados poderiam ter limitada a sua inteligência, para que uns venham a ser cientistas, doutores ou fazer parte da elite, outros seriam a massa e outros seriam os que fazem os imigrantes na Europa, que são os faxineiros, operários, domésticos, lixeiros entre outras funções menos qualificadas porém tão nobres e necessárias quanto a do doutor. Talvez seja isso que você idealizou na sua proposta de independência.


O meio que usastes, envergonhou e entristeceu um povo, um pais, um continente e uma raça.


Não serás reconhecido como um grande inovador revolucionário e sim com um assassino inconseqüente, bem formado, educado e bem nascido. Será sempre um assassino que não entende nada do que é viver. Carregará isso pelo resto de sua vida. Que pena.


O triste disso tudo é que terás seguidores com a mesma visão cega que tens. Sem levar em conta que buscamos é para melhorar a raça. Aquela que é a única raça que domina o planeta. A raça humana. Lembra dela?


Que seus dias na prisão sirvam para reflexão do quanto estás equivocado e o quanto fostes injusto com seus jovens compatriotas assassinados e quanto isso entristeceu, além da sua gente, o país da corrupção, da improdutividade, da miscigenação cultural, da alegria, do querer ser feliz. Não precisamos ter tanta razão, queremos ser felizes.