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A cada entardecer mais me identifico com Manoel de Barros. “No fim da tarde, nossa mãe aparecia nos fundos do quintal Meus filhos, o dia já envelheceu, entrem pra dentro”.
Estamos suportando menos posições covardes. Estamos nos indignando com mais freqüência. Com castelos construídos a base da miséria alheia. Não porque como dia, estamos envelhecendo, é mais por que estamos entendendo a importância do vazio diante do cheio. O cheio pronto. Encheu. O vazio é maior é quase infinito. Assim como a nossa vontade de perder os velhos, maltrapilhos e vergonhosos hábitos. Herdados e praticados até entender que estamos cheio. Como diz o poeta: “Apesar de termos feitos tudo que fizemos ainda somos os mesmos, como nossos pais". Aprendendo que "o novo sempre vem". O vazio é o desejo e a esperança de acordar para outros valores. O Ter enche e pronto. Acabou. O Ser é o vazio, muito maior e infinito. Os valores estão caminhando para o Ser. A semente está plantada e germinando. Aguardar a colheita com sorrisos, paixão e amor. Seremos felizes para sempre.
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