9 de dezembro de 2010

A viagem continua....

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Depois de assistir a famigerada derrota do Brasil para a Holanda, peguei a moto e segui viagem em direção a Brasília. Fui acertar um novo negócio. Está caminhando para o fechamento. Que ótimo.
O caminho de Vila Velha/ES para Brasília é via Belo Horizonte e passa-se por João Monlevade. A estrada onde tem as curvas da morte. Já perdi alguns amigos nesta estrada. Se chover o acidente é certo. Subi para Belo Horizonte já previnido dos perigos da estrada e esperando surpresas. Estava chovendo e forte. São quinhentos e poucos quilômetros que demorei uma eternidade para percorrer. Primeiro dois acidentes, sendo um deles bem violento. Fiquei parado quase vinte minutos. Cheguei na hora que estavam retirando o caminhão do meio da estrada. Uma manobra trabalhosa. A chuva castigava com vontade e a velocidade era proporcional a quantidade de água que caia, quanto mais água, mais devagar se andava. Um frio de doer o osso. Parecia não ter fim aquela torneira aberta no céu. A estrada com trechos muito ruins, muitos buracos, calombos, estes são piores que os buracos. Calombo é um buraco tampado com uma quantidade maior de asfalto que cabe no buraco, a sobra forma um calombo no asfalto. Um monte deles pertinho um do outro, é o convite para um tombo. Tem também o asfalto sendo consertado, você passa e parece que furou o pneu da moto. Sem sinalização para dar mais emoção. É preciso ser de circo para não cair. Assim estava a estrada. Continuamos a comer estrada. Pouca estrada, é bem verdade, mas indo em frente. Saímos de Vila Velha, entorno de duas horas da tarde, tocamos até as cinco e meia, quase escurecendo e só conseguimos chegar a Munhuaçu, andamos pouco mais de duzentos quilômetros em quase quatro horas de estrada. Junto comigo chegou outro motociclistas, vinha numa Harley. Estava a caminho de Cotia, São Paulo, vinha do Rio Grande do Norte. Foi com dois amigos, passar as férias, que acabaram ficando pelo caminho com as motos quebradas. Um caiu na ida num conserto de asfalto. Seguiu viagem, mas na volta a moto deu pau, o outro quebrou na volta também. Jantamos e conversamos primeiro sobre motos, é óbvio, defendeu a Harley e eu defendi a minha nega (shadow 750) e acabamos concordando que as duas são excelentes e que as 1600 cilindradas da Harley é uma diferença. Falamos de viagens de motos e outras abobrinhas. Foi um bom papo. No dia seguinte eu seguiria para BH e ele iria pela BR 116 até pegar, em Além Paraíba, o caminho de Volta Redonda e continuar pela Dutra para chegar na sua cidade. Até minha partida o Adilson Jorge (quase um xará) não tinha dado sinal de vida. É bom ir bem descansado, chega um pouco mais tarde, mais chega bem.
Deixamos para o dia seguinte as curvas da morte de João Monlevade, pegaremos elas descansado, com uma boa noite de sono, com os reflexos em dia, sem chuva e menos frio.
Acordei cedo, queria sair as cinco da manhã. A cerração só deixou a gente sair quase as nove da manhã. Foi até bom, assim fiquei de prosa com o pessoal do posto, ouvindo histórias da estradas, todas horrorosas, acidentes de carro, carretas e motos. Os caras não tem outra coisa para falar. Talvez porque eu estava de moto.  Esperei o padeiro chegar com o pão quente e mais prosa com o pessoal do restaurante do hotel. Assim as horas se foram e chegou o momento de montar na nega e tocar o pé na estrada. A partir daí a viagem fluiu, passamos por BH e chegamos em Brasília antes do por do sol, a estrada está boa, toda ela, com uma parada especial no novo Leite ao Pé da Vaca. Bem bonito. Gostava mais do antigo, mas com a duplicação o velho restaurante, mais arborizado, ficou fora de alcance dos viajantes. A próxima viagem está próxima. Deve ser para Itacaré, Maraú e Barra Grande. Vamos contando as aventuras e desventuras dos nossos passeios. Tenho sentido falta de fotos das viagens. Preciso de um equipamento menor para registrar. Apesar de levar um nikon d40X, ela é meio tranbolho para tirar fotos ágeis em cima de uma moto. Tem paisagens lindas, lugares marcantes, pessoas interessantes e falta o registro. Providenciarei uma máquina mais funcional para a próxima viagem. Que filme também e dê no bolso do casaco. O registro da viagem ficará mais interessante.

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