17 de dezembro de 2010

O homem é Deus? Ou um mero instrumento social?



Tempos Modernos - Charles Chaplin.



Sempre me pergunto isso. Voltando ao tempo para entender o misticismo humano, vimos que nos primórdios da humanidade o homem não tinha respostas para os fenômenos da natureza, os acontecimentos incomuns, a morte, o nascimento entre outras dúvidas. Na busca dessas respostas criou seus mitos e suas crenças.
Hoje apesar de todo avanço tecnológico e da disseminação da informação, ele continua sem respostas. Não conseguiu superar a sua maior angústia que é a morte, e essa é inerente a todo ser humano. No mundo ocidental o cristianismo se tornou a bengala e a resposta para todos os tormentos humanos. Ficou fácil aceitar tragédias, perdas, bênção e outros acontecimentos como se fosse uma obra divina feita por um criador e a morte passou a não existir e para isso foi criada a vida eterna através do paraíso, do purgatório e do inferno e o lugar é reservado de acordo com o comportamento do sujeito durante a sua vida na sociedade dele. Aqui ele não passa de uma engrenagem social, onde sua vida é manipulada de acordo com os interesses dos que comandam os caminhos da sociedade e ficou claro quando Constantino III, para resolver o caos social em que o Império vivia, tornou o Cristianismo a religião oficial do Império Romano. A Revolução Industrial reforçou os princípios de que o indivíduo
e uma engrenagem social. As outras religiões que derivaram do cristianismo seguem o mesmo princípio
Os ateus, agnósticos e outros com pensamentos mais concretos não aceitam essa versão religiosa com a verdade única, entendem que Deus é inexistente, alguns aceitam no máximo como uma energia e lembrando quando o indivíduo morre o mundo acaba e ele o único capaz de mudar o curso da vida dos homens. Por tanto todo ser humano é um Deus.
Enquanto a discussão se amplia, os seres humanos vão nascendo, vivendo e morrendo, sem ter a resposta e nem o porque? A angústia da morte continua a nos atormentar e sem resposta para ela. Se transforma em uma inconveniente incógnita.
Como dizia Shakespeare: " ser ou não ser. Eis a questão". Eu continuo me perguntando: Deus ou ser social? E assim vou morrendo todo dia um pouquinho e sem a reposta. Enquanto ela não chega, vou vivendo intensamente. Como é bom viver!