Não importa se é grande centro ou interior. O que assistimos é a evolução trágica de uma coisa, se assim que podemos definir, que nos envergonha e nos trás medos. Muito medo. Se pensar na violência em todos os sentidos veremos que não só a violência física é cruel. Há outras formas de violência que assusta. O poema de Eduardo Alves "No caminho com Maiakovisk" demonstra a capacidade assustadora da violência em gerar medo e insegurança a qualquer ser humano. O fragmento do poema que retrata o sentimento assustador da violência.
"Na primeira noite eles se aproximam e
roubam uma flor do nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem:
pisam as flores, matam nosso cão,
e não dizemos nada.
Até que um dia,
o mais frágil deles entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a luz, e, conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E já não podemos dizer nada".
O relatório do Instituto Sangari onde é feito o Mapa da Violência no Brasil e tem como autor o sociólogo Julio Waiselfiz nos deixa mais assustados do que tranquilos. O estudos são feitos para nos dar os caminhos que levaram a solução dos problemas, mas quando se trata de violência, todos os estudos levam a caminhos que mas parecem labirintos onde o fim e o começo é uma coisa só e assim não evoluímos. No link tenha acesso ao estudo e fique mais atento do que assustado.


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