7 de março de 2012

Violência nossa grande companheira





Todos os estudos a respeito da violência trás a triste noticia que ela não tem endereço, hora ou motivo definido. Quando Alba Zaluar diz: "ela está em toda parte, ela não tem nem atores sociais permanentes reconhecíveis nem ‘causas’ facilmente delimitáveis e inteligíveis". Ela mostra claramente a complexidade do tema. Os caminhos que buscamos para combater essa nossa companheira, passa pela educação, trabalho, extinção da miséria entre outras causas prováveis que entendemos ser básicas. Mas isso não quer dizer que conseguimos frear o avanço dela através dos tempos. 


Não importa se é grande centro ou interior. O que assistimos é a evolução trágica de uma coisa, se assim que podemos definir, que nos envergonha e nos trás medos. Muito medo. Se pensar na violência em todos os sentidos veremos que não só a violência física é cruel. Há outras formas de violência que assusta.  O poema de Eduardo Alves  "No caminho com Maiakovisk" demonstra a capacidade assustadora da violência em gerar medo e insegurança a qualquer ser humano. O fragmento do poema que retrata o sentimento assustador da violência.


"Na primeira noite eles se aproximam 
roubam uma flor do nosso jardim. 
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem:
pisam as flores, matam nosso cão, 
e não dizemos nada.
Até que um dia, 
o mais frágil deles entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a luz, e, conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta. 
E já não podemos dizer nada".



O relatório do Instituto Sangari onde é feito o Mapa da Violência no Brasil e tem como autor o sociólogo Julio Waiselfiz nos deixa mais assustados do que tranquilos. O estudos são feitos para nos dar os caminhos que levaram a solução dos problemas, mas quando se trata de violência, todos os estudos levam a caminhos que mas parecem labirintos onde o fim e o começo é uma coisa só e assim não evoluímos. 

No link tenha acesso ao estudo e fique mais atento do que assustado.

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